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13 de fevereiro de 2026O termo “sabor energético” virou viral nas redes sociais brasileiras após o influenciador digital Toguro, conhecido no universo fitness e com mais de 20 milhões de seguidores, lançar uma bebida alcoólica que “simula” o gosto de energético sem conter substâncias estimulantes como cafeína ou taurina — ou seja, não se trata de um energético tradicional.
Apesar do tom bem-humorado que acompanha o termo, essa tendência abriu espaço para um debate relevante sobre saúde cardiovascular, especialmente quando associada ao consumo de bebidas alcoólicas e aos hábitos culturais que envolvem esse tipo de mistura.
De onde vem o fascínio pela mistura de álcool com energético?
A combinação de bebidas alcoólicas com energético se popularizou principalmente por dois fatores:
- Sensação momentânea de maior disposição, com redução da percepção de cansaço
- Sabor adocicado e marcante, que mascara o gosto do álcool e facilita o consumo
O problema é que essa combinação engana o organismo. Enquanto o álcool atua como um depressor do sistema nervoso central, os energéticos exercem efeito estimulante. Essa oposição pode gerar uma falsa sensação de controle, levando à ingestão de maiores quantidades de álcool em menos tempo.
Mesmo quando o energético não está presente de fato — como no caso das bebidas que apenas simulam o sabor — o comportamento associado ao consumo permanece.
O que acontece com o coração nessa combinação?
Do ponto de vista cardiológico, a mistura entre álcool e bebidas estimulantes pode representar riscos importantes para o coração.
Quando essas substâncias atuam simultaneamente no organismo, podem ocorrer:
- Elevação da frequência cardíaca e da pressão arterial
- Aumento do risco de arritmias cardíacas
- Maior ingestão de álcool, já que os sinais de embriaguez ficam mascarados
- Potencialização de efeitos adversos em pessoas com hipertensão, histórico familiar ou doenças cardíacas silenciosas
Em indivíduos predispostos — mesmo sem diagnóstico prévio — esses efeitos podem se manifestar como palpitações, falta de ar, tontura ou mal-estar, sintomas que não devem ser ignorados.

“Mas se é só o sabor, ainda existe risco?”
Essa é uma pergunta comum — e legítima.
Quando falamos de bebidas que apenas simulam o sabor do energético, sem conter estimulantes, o risco direto dos ingredientes realmente é menor. No entanto, a medicina preventiva chama atenção para um ponto crucial: o comportamento induzido pelo consumo.
O sabor associado ao energético tende a:
- Estimular a ingestão mais rápida de álcool
- Normalizar o consumo prolongado em ambientes sociais
- Reforçar hábitos culturalmente ligados a excessos
Ou seja, mesmo sem cafeína, o impacto indireto no sistema cardiovascular continua relevante, especialmente em pessoas com fatores de risco silenciosos, como hipertensão leve, sedentarismo ou histórico familiar de doenças cardíacas.
🔗 Veja também: Por que fazer um check-up cardiológico regular é essencial para sua saúde
O álcool sozinho já exige atenção do coração
Mesmo sem energético, o álcool por si só já merece atenção quando falamos em saúde do coração.
O álcool etílico (etanol) atua como depressor do sistema nervoso central, podendo causar relaxamento e euforia em pequenas doses — mas, quando consumido em excesso ou com frequência, está associado a:
- Aumento da pressão arterial
- Maior risco de arritmias, como fibrilação atrial
- Sobrecarga do músculo cardíaco
- Alterações metabólicas que favorecem doenças cardiovasculares
Por isso, sintomas como palpitações, cansaço excessivo, tontura ou desconforto no peito após o consumo de álcool devem ser encarados como sinais de alerta — e não normalizados.
Modas passam, a saúde permanece
Tendências vêm e vão, mas o cuidado com a saúde permanece. Mesmo que a bebida “sabor energético” seja apenas uma referência de gosto e um meme nas redes sociais, ela nos traz um alerta importante: o coração merece atenção constante.
Entender como o álcool e hábitos associados ao consumo afetam o organismo é essencial para tomar decisões mais conscientes. A avaliação cardiológica preventiva é uma das formas mais eficazes de cuidar da saúde hoje e evitar problemas no futuro.
A Já Consultas oferece consultas cardiológicas e avaliações preventivas que ajudam a identificar fatores de risco como pressão alta, arritmias não diagnosticadas e histórico familiar de doenças cardiovasculares — muitas vezes silenciosos. Nas duas unidades (Taquara e Sapiranga) você consulta com médicos especialistas e realiza seus exames cardiológicos.
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