MEDICINA REPRODUTIVA

Consulta de Fertilidade e Reprodução Humana

A consulta inicial em Fertilidade e Reprodução Assistida tem como finalidade primordial a investigação clínica detalhada do perfil reprodutivo do paciente ou casal, permitindo a elaboração de uma estratégia terapêutica personalizada e baseada em evidências científicas.

Como funciona a Consulta

O atendimento basicamente é estruturado em quatro pilares fundamentais:

1. Anamnese Reprodutiva

Entrevista clínica detalhada focada no histórico de saúde, ciclos menstruais, tentativas prévias de concepção, antecedentes cirúrgicos e hábitos de vida que impactam a fertilidade.

2. Investigação Diagnóstica

Solicitação e análise de exames complementares, incluindo avaliação da reserva ovariana, perfil hormonal, espermograma e avaliação da integridade anatômica do sistema reprodutor.

3. Aconselhamento Técnico

Discussão transparente sobre as causas identificadas da infertilidade (se houver), taxas de sucesso esperadas para diferentes tratamentos e esclarecimento de dúvidas técnicas.

4. Plano de Manejo

Definição conjunta do protocolo de tratamento mais adequado (Coito Programado, Inseminação Intrauterina ou Fertilização in Vitro), cronograma e alinhamento de expectativas.

Dra. Marcia Flocke Hack Cidade

Gincecologista
CREMERS 47747 | RQE 43976

Médica, formada pela Universidade de Caxias do Sul – UCS, com especialização em Ginecologia pela Universidade Federal De Ciências Da Saúde De Porto Alegre, UFCSPA e especialização em Reprodução Humana pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUCRS. Integra o corpo clínico da Fertilitat, um centro de medicina reprodutiva pioneiro no Rio Grande do Sul além de integrar e a equipe de Ginecologia Hospital São Lucas da PUCRS em Porto Alegre.

O que o paciente deve esperar

Ao contrário de uma consulta normal, a avaliação em reprodução assistida exige um olhar analítico e multidisciplinar, onde é esperado que o paciente saia da consulta com uma compreensão clara de sua saúde reprodutiva e dos passos lógicos necessários para atingir o objetivo da gestação.

Duvidas Frequentes

Encontre respostas para as perguntas mais comuns sobre fertilidade, tratamentos e saúde reprodutiva em nossa clínica especializada.

1Como vou saber se sou fértil?
A infertilidade é conjugal e definida como a falta de gestação após um ano de relações sexuais frequentes sem métodos anticoncepcionais. É recomendado procurar um especialista se não houver concepção após este período.
2A mulher percebe o momento da ovulação?
Sim, através de sinais como secreção vaginal (aspecto de clara de ovo) e, em alguns casos, dor no baixo ventre. Monitorar estes sinais biológicos pode ajudar a identificar o período mais fértil do ciclo.
3Quais são as causas da infertilidade?
A infertilidade pode ter origens variadas, sendo estatisticamente distribuída da seguinte forma: 30% Feminina 30% Masculina 20% Associadas 10% Sem causa
4Posso fazer alguma coisa para prevenir a infertilidade?
Sim, manter um estilo de vida saudável (evitar fumo, álcool e drogas), evitar exercícios em excesso, prevenir doenças sexualmente transmissíveis e manter dietas equilibradas são fatores fundamentais para preservar a saúde reprodutiva.
5O que é a endometriose e quais os sintomas?
É a presença de tecido endometrial fora do útero, geralmente no peritônio, que pode causar aderências e danos às trompas e ovários. Sintomas comuns: Fortes cólicas menstruais, dor ao urinar (disúria), dor durante a relação sexual (dispareunia) e infertilidade.
6Até que idade posso engravidar e quais os riscos após os 40?
A fertilidade diminui gradualmente após os 35 anos, sendo que apenas 3-5% das mulheres engravidam após os 43 anos sem assistência. Riscos após os 40: Maior suscetibilidade a hipertensão e diabetes (risco obstétrico) e aumento do risco de malformações cromossômicas, como a Síndrome de Down.
7As crianças concebidas por técnicas assistidas são normais?
Sim, não há evidências de que o risco de malformações ou alterações comportamentais seja superior ao de gestações espontâneas. A segurança pode ser acompanhada por ultrassonografia no primeiro trimestre e exames genéticos se necessário.
8Podemos escolher o sexo do filho ou gêmeos?
Sexo: A sexagem é tecnicamente possível, mas o índice de acerto não é 100% e o procedimento só é eticamente permitido em casos especiais. Gêmeos: Não. A gestação múltipla é um risco associado ao uso de medicamentos para indução da ovulação, e não uma escolha direta dos pais ou da equipe.
9A indução da ovulação antecipa a menopausa?
Não, pois os medicamentos apenas fazem com que folículos que já seriam perdidos naturalmente naquele ciclo específico cresçam e amadureçam. Não há impacto na reserva ovariana total.
10O homem que fez vasectomia pode ter filhos?
Sim, por meio de reversão cirúrgica ou através da retirada de espermatozoides por punção para fertilização in vitro (FIV). Ambas são técnicas bem estabelecidas com altos índices de sucesso.

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